terça-feira, 19 de abril de 2011

Átomo artificial garante altas velocidades na transmissão de dados

Com condutividade elétrica mutável, transistor quântico permite maiores velocidades para computadores e outros sistemas eletrônicos

A busca por tecnologias que permitam maiores velocidades na transmissão de informações não para. E os novos avanços no setor estão relacionados à utilização de túneis de elétrons que garantem velocidades muito maiores do que as que estamos acostumados. Para isso, os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh criaram um transistor de apenas 1,5 nanômetros de diâmetro.

Transistor que trabalha em conjunto com alguns poucos elétrons. Poucos mesmo: são ativados entre zero e dois deles, sendo que cada modo de ativação representa um tipo diferente de condução elétrica. Segundo a revista Nature (especializada em ciência e tecnologia), realizando esse processo o sistema cria uma espécie de átomo artificial.

Estima-se que no futuro, principalmente quando chegarem os computadores quânticos, esses condutores possam ser utilizados para garantir mais velocidade na transmissão de informações.


Átomos artificiais

Até agora, já foram investidos cerca de 7,5 milhões de dólares no sistema, que funciona da seguinte maneira: a energia é convergida para uma ilha central, que pode armazenar os elétrons e, assim, criar as características de condutividade necessárias para cada situação.


Com o átomo artificial, a central dos transistores pode gerar novos materiais eletrônicos artificiais que se adaptam melhor ao envio e recebimento de informações em altíssimas velocidades. São supercondutores mais eficazes e estáveis do que os que podem ser encontrados na natureza (e que são utilizados atualmente).

O nome dado pelos realizadores do projeto é SketchSET. Além dos cientistas e acadêmicos da Universidade de Pittsburgh, também participam do projeto pesquisadores da Universidade de Wisconsin, dos laboratórios de pesquisa da HP e também Pablo F. Siles, estudante de doutorado na Universidade Estadual de Campinas (do Brasil).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Usuários de PS3 poderão jogar contra rivais do PC


Na E3 do ano passado, foi divulgado que a versão para PlayStation 3 de Portal 2 marcaria o lançamento do serviço de distribuição e comunidade virtual de games Steam nos consoles domésticos. Entretanto, não foram dados detalhes sobre como funcionaria, exatamente. Dez meses de especulação depois, a Valve liberou um curto release para a imprensa, oferecendo detalhes na forma de uma lista.

O primeiro é que Portal 2 terá partidas entre plataformas cruzadas (um jogador no PS3 contra um no PC, por exemplo) com amigos do Steam, incluindo seus rankings e achievements – além dos troféus da PSN – e sistema de “nuvem” para saves no single player e no modo cooperativo. Importante: Os arquivos de save do progresso no jogo do PS3 são incompatíveis com outras plataformas

Para acessar estas funções, o jogo vai apresentar uma interface do Steam similar à encontrada nos PCs, com entrada para amigos do Steam e da PSN trocarem mensagens de texto (e provavelmente chat por voz), perfis, pedidos de amigos, e convites para jogos. Para isso, é preciso ligar sua conta da PSN à do Steam, o que pode ser feito em poucos passos. Se não tiver uma conta no Steam, a Valve promete que para criar uma, “basta um clique”.

Isso tudo parece um pouco simples demais, e na prática pode não funcionar como esperamos. Por outro lado, a Valve criou o Steam para ser uma plataforma de jogos acessível, e já vimos conexão entre diferentes sistemas como PC e Mac funcionar perfeitamente com outros jogos. Descobriremos na semana que vem, dia 19 de abril, no lançamento de Portal 2 para PCs, PS3 e Xbox 360.

Gears of War definiu a alta definição


Rod Fergusson, o produtor executivo de Gears of War, acredita que foi o seu jogo que definiu aquilo que era a alta definição.

Numa entrevista concedida aos nossos colegas ingleses, Fergusson disse: "Estávamos à frente de muitos jogos quando o primeiro Gears foi lançado. Toda gente tem vindo a recuperar, e muitos estão a disputar a posse desse título. Mas nós continuamos a elevar o significado de HD."

Fergusson acrescentou que, "Naquela altura o primeiro Gears definiu aquilo que era HD. Definiu aquilo que a vossa TV HD era capaz de fazer. As pessoas lembram-se disso."

Mais adiante, foi dito que uma das dificuldades em impressionar os jogadores com melhores visuais, não está apenas em conseguir ultrapassar jogos que foram lançados previamente, mas sim em ultrapassar as memórias irrealistas dos jogadores.

"A tua memória é melhor que a realidade. Quando era um miúdo, o Gilligan's Island era o programa mais engraçado da televisão. Quando vês o Gilligan's Island agora, é terrível."

"Com Gears 2 estávamos a competir com a memória do primeiro Gears. Chegamos a um ponto em que num evento em San Francisco, sugeri que puséssemos uma estação para o primeiro Gears para a imprensa poder jogar e perceber que não era tão bom como imaginavam."

"Eles estavam a dizer, 'É parecido com o primeiro Gears'. E então eu fiquei tipo 'A sério? Não se parece nada. Vocês apenas acham que o primeiro Gears tem um melhor aspecto do que aquele que realmente tem.'"

Conseguirá a Epic ultrapassar a memória dos jogadores com Gears of War 3? Teremos que esperar para descobrir, mas aqueles que compraram a Epic Edition de Bulletstorm, podem já ter uma ideia ao jogarem a beta que está disponível a partir de hoje.