sexta-feira, 4 de março de 2011

Criado primeiro simulador quântico


Os computadores atuais simplesmente não conseguem lidar com a quantidade de cálculos necessários para simular os fenômenos quânticos.
Físicos austríacos construíram aquele que parece ser o primeiro simulador quântico prático, uma ferramenta longamente sonhada pelos cientistas que estudam os blocos básicos que formam a matéria.

Estudo dos fenômenos quânticos

Incontáveis fenômenos se baseiam na natureza da física quântica: a estrutura dos átomos e das moléculas, as reações químicas, as propriedades dos materiais, o magnetismo e, possivelmente, também alguns processos biológicos.

Como a complexidade dos fenômenos quânticos aumenta exponencialmente quando se aumenta o número de partículas envolvidas, o estudo detalhado desses sistemas complexos atinge limites práticos muito rapidamente.

Para superar essas dificuldades, os físicos vêm trabalhando no desenvolvimento de simuladores quânticos em várias plataformas - átomos neutros, íons ou sistemas de estado sólido.

Simuladores quânticos

Com os simuladores quânticos, os estudos poderão ser feitos experimentalmente em laboratório, onde o próprio arranjo quântico se encarregará de resolver as complexidades inerentes ao seu funcionamento.

Como se espera que aconteça nos computadores quânticos do futuro, esses simuladores utilizam a estranha natureza da física quântica para controlar essa complexidade.

O grande desafio é isolar o simulador quântico da natureza ao seu redor.

Os distúrbios induzidos pelo ambiente provocam perda de informações nos sistemas quânticos e destroem efeitos importantes, como o entrelaçamento e a coerência.

Sistema quântico aberto

O grupo austríaco agora desenvolveu o primeiro simulador quântico na forma de um sistema aberto.

Em vez de lutar contra os distúrbios ambientais, Julio Barreiro e seus colegas da Universidade de Innsbruck resolveram tirar proveito deles e construíram um simulador quântico que tira proveito de um acoplamento controlado com o ambiente.

Eles utilizaram um íon adicional que interage com o sistema quântico e, ao mesmo tempo, estabelece um contato controlado com o ambiente, beneficiando-se de um mecanismo chamado dissipação.

"Nós controlamos não apenas todos os estados internos do sistema quântico composto por até quatro íons, como também sua ligação com o meio ambiente," explica Barreiro.

Esses íons são os mesmos qubits usados em experimentos da computação quântica, que poderá ter um novo impulso com o uso da nova ferramenta.

Amplificação dos efeitos quânticos

O resultado surpreendente é que, usando a dissipação, os pesquisadores são capazes não apenas de gerar, mas também de intensificar efeitos quânticos como o entrelaçamento.

Mesmo sendo um sistema pequeno, o simulador agora demonstrado poderá ser usado como elemento fundamental na construção de simuladores quânticos mais sofisticados, capazes de lidar com os problemas mais complexos da física quântica.

Por exemplo, na preparação dos chamados estados de muitos corpos, que até hoje só podem ser criados e observados em sistemas quânticos muito bem isolados, no estudo da incipiente atomotrônica e na investigação de outros sistemas de dinâmica quântica virtualmente inalcançáveis pelos experimentos até agora.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Brasileiros criam chip com tecnologia inédita


Pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Computação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) começaram a ingressar em uma área até então dominada no Brasil por cientistas situados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

No início de janeiro eles concluíram o desenvolvimento do primeiro chip (circuito integrado) projetado e implementado no Mato Grosso do Sul.

Voltado para utilização em qualquer aparelho eletrônico, como computadores, celulares e tocadores de música digitais, o dispositivo apresenta uma tecnologia inédita no mercado de equipamentos eletroeletrônicos.

Enquanto os chips atuais possuem dois níveis lógicos de tensão elétrica, que convertem os sinais analógicos da energia recebida diretamente de uma tomada convencional em sinais digitais, o novo dispositivo é um conversor analógico digital que trabalha com múltiplos níveis lógicos. Em função disso, é bem menor e pode agregar mais funcionalidades do que um chip convencional.

“Essa tecnologia pode ser uma alternativa para a redução do tamanho e para a agregação de mais funcionalidades pelos chips, que são duas das principais tendências na indústria de microeletrônica hoje”, disse Ricardo Ribeiro dos Santos, professor da Faculdade de Computação da UFMS, à Agência FAPESP.

Para desenvolver o novo dispositivo, pesquisadores da UFMS começaram a vir nos últimos anos para universidades e instituições de pesquisa em São Paulo, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), para cursar doutorado e realizar treinamento em microeletrônica e em projetos de chips.

Após ganhar experiência na área, iniciaram o projeto do desenvolvimento do dispositivo no Centro de Tecnologia em Informática (CTI) do Mato Grosso do Sul. Mas, como o Brasil ainda não possui uma fábrica de chips que domine a tecnologia de produção de transistores com 350 nanômetros (bilionésima parte do metro), ao terminar de projetar o dispositivo, os pesquisadores decidiram encaminhá-lo para a França para ser fabricado pela empresa Circuits Multi-Projets (CMP), que realiza a prototipagem e produz processadores em pequena quantidade.

No início de janeiro, a empresa francesa enviou para os pesquisadores um lote com oito unidades do dispositivo, que estão sendo testados nos laboratórios da UFMS em uma placa impressa de circuito eletrônico.

“A proposta com esse primeiro processador está mais focada em demonstrar a viabilidade de se desenvolver um conversor analógico digital que atue em múltiplos níveis. Mas temos uma leva de outros chips que pretendemos prototipar baseados na tecnologia de lógica de múltiplos níveis”, disse Santos.

De acordo com o pesquisador, essa tecnologia, originada na década de 1960, ainda não é muito pesquisada no Brasil e até hoje não conseguiu emplacar no mercado de eletroeletrônicos uma vez que os circuitos eletrônicos baseados em lógica binária, adotados pelos fabricantes de equipamentos, funcionaram muito bem até recentemente.

Mas, nos últimos dez anos, começou a se verificar que a lógica binária apresenta limitações para miniaturizar os processadores, que têm a demanda de se tornar cada vez mais ínfimos e imperceptíveis nos aparelhos eletrônicos.

“Os pesquisadores que atuam nessa área passaram a olhar para várias alternativas para atingir esse objetivo, como outros tipos de materiais em vez do silício ou para outras áreas, como a física quântica. A lógica de multiníveis seria outra via para projetar chips cada vez mais menores e com diversas funções”, afirmou Santos.

Apple apresenta iOS 4.3 com GarageBand e iMovie


A apresentação do iPad 2 nesta quarta-feira (2) em San Francisco, nos Estados Unidos, não estaria completa sem um elemento importante: a atualização do sistema operacional do tablet, do iPhone e do iPod Touch, o iOS 4.3. E com ela, novos aplicativos que se aproveitam dos novos recursos do aparelho, assim como sua performance mais robusta.

Diferentemente do que muitos esperavam, a Apple não mostrou ainda a esperada versão 5.0, mas isso não significa que há poucas novidades. A primeira apresentada pela empresa foi a melhora na performance do navegador Safari. Agora ele roda a nova engine JavaScript, que permite exibir a linguagem duas vezes mais rápido do que no iOS 4.2. Isso significa carregamento de páginas mais rápido, mesmo com sites com mais recursos.

Outra melhoria foi feita na ferramenta AirPlay, que agora permite compartilhar vídeo para uma Apple TV diretamente do aplicativo de fotos. Assim fica mais fácil de mostrar a todos o que foi filmado com a nova câmera HD da segunda versão do iPad.

Além disso, o recurso agora traz compatibilidade com websites e aplicativos, que permitem que sejam mostrados vídeos do YouTube direto em uma TV, por exemplo. O problema é que a Apple ainda não informou se essas novidades serão compatíveis também com o adaptador HDMI para o tablet. O iTunes Home Sharing traz ferramenta semelhante, permitindo acessar a biblioteca de músicas, filmes e livros inteira do iTunes pela rede Wi-Fi doméstica em qualquer dispositivo iOS.

Há também novidades exclusivas. Para o iPad, agora é possível determinar qual a função do botão deslizante lateral: se será para travar a orientação da tela em modo retrato ou paisagem, ou se será um botão para deixar o aparelho no silencioso.

Já para o iPhone 4, há o recurso de compartilhamento de Wi-Fi, o “Personal Hotspot”. Com ele, é possível distribuir sua conexão 3G para até cinco equipamentos por meio de Wi-Fi, Bluetooth e USB. Cada uma delas é protegida por senhas e protocolos de segurança. A Apple garante que essa nova função não drena sua bateria, detectando quando a conexão não está em uso para desligá-la e economizar energia.

iMovie

O app é basicamente uma versão touchscreen do software Final Cut, bastante utilizado em edições de vídeos (filmes inteiros foram já são realizados com o programa desde o final dos anos 90). O iMovie permite a gravação de áudio multifaixas, traz um mais precisão na edição, conta com novos temas, tem o AirPlay para se conectar ao Apple TV, exibe vídeos em HD e possui compatibilidade com todos os aparelhos iOS.

O trabalho com áudio também foi melhorado, com mais de 50 efeitos sonoros adicionados ao iMovie e a possibilidade de usar músicas de fundo. O programa agora tem mais opções de compartilhamento de vídeos, com CNN iReport, Vimeo, Facebook, iTunes além, é claro, do YouTube e o rolo da câmera do próprio aparelho.

GarageBand

Este é basicamente um estúdio virtual tanto para quem já toca algum instrumento quanto para os que sequer conseguem colocar uma nota no violão. Além de mixagem e edição de áudio com até oito faixas simultâneas, o aplicativo traz os Touch Instruments. São vários modelos de bateria, teclado e sintetizadores, além de uma bateria mecânica para quem não possui um bom ritmo.

Agora, para quem realmente não faz ideia de como tocar, há ainda os Smart Instruments, que facilitam a criação de melodias com versões bem simplificadas de guitarras, violões, teclados, baixo e bateria. O projeto inteiro com as faixas e gravações pode ser compartilhado com a versão para Mac do software.

Os dois aplicativos estarão disponíveis para download na App Store a partir do dia 11 de março por US$ 4,99 – bem mais baratos do que as versões completas dos softwares para Mac OS, diga-se de passagem. A atualização iOS 4.3 será liberada na mesma data gratuitamente e será compatível com o iPhone 3GS, iPhone 4, iPad 1 e 2, e iPod Touch de terceira e quarta geração.

quarta-feira, 2 de março de 2011

IPad 2: um monstro completamente novo


O iPad 2 chegou. Com processador A5 mais veloz, mais memória e duas câmeras – uma frontal para videoconferência via FaceTime -, tudo dentro de um “design completamente novo”, mais fino e leve do que seu antecessor. É uma máquina completamente nova. Eis tudo o que você precisa saber sobre o novo tablet da Apple:
Hardware
Diferente do que indicavam os rumores, o iPad 2 mudou bastante internamente. Processador mais rápido, GPU mais rápida, saída HDMI para exibição em full HD, câmera com capacidade de filmagem em 720p na traseira, câmera VGA frontal… é praticamente uma nova espécie.
O lado bom
• Processador de dois núcleos A5, que promete ser “duas vezes mais veloz”, segundo Steve.
• A parte gráfica foi atualizada também. A GPU é 9 vezes mais rápida que a anterior.
• Mesmo consumo baixo como no A4.
• Câmeras para foto e vídeo: uma frontal para FaceTime (resolução VGA) e outra na traseira capaz de filmar em 720p.
• As câmeras têm os mesmos controles de exposição e foco do iPhone: é só tocar na tela para selecionar a área de foco em vídeos e fotos.
• Ele também tem um giroscópio, como o iPhone 4.
• Eles afirmam que a bateria de 25 watts terá 10 horas de duração com “Wi-Fi ligado, vendo vídeos ou ouvindo músicas”. A mesma marca de seu antecessor, só que num corpo mais fino. A Apple também afirma que o aparelho resiste a um mês em stand-by.
• Saída HDMI para vídeo em até 1080p (o cabo custará U$39).
O lado ruim
• A única parte que ficou exatamente igual foi a tela de 9,7 polegadas com resolução de 1024 por 768 pixels. Todos nós esperávamos uma densidade de pixels maior, mas teremos que esperar a próxima geração.
• Para aqueles que esperavam por uma porta Thunderbolt para aumentar a relação dos novos MacBook Pros, a tecnologia também ficou para a próxima (se é que um dia virá).
• O modelo Wi-Fi continua sem GPS, usando servições de localização sem fio para cobrir o buraco.
Design
Esse treco é bem atraente. Mais fino que o iPhone 4 e 33% mais fino que o modelo atual do iPad. Isso significa ir de 13.4mm (mais de um centímetro) para 8.8 milímetros. Como referência, o iPhone 4 tem 9.3 milímetros. O peso diminuiu também: de 680 gramas para 580 gramas.
Ele também virá em duas cores, preta e branca, com a promessa que a segunda será vendida “desde o primeiro dia”.
Quando e por quanto?
O novo iPad começa a ser vendido nos EUA dia 11 de março. Internacionalmente falando, ele chegará em 26 países no dia 25 de Marco. O Brasil não está na primeira lista internacional e não há previsão de lançamento.
Os preços continuarão exatamente os mesmos para toda a linha. O modelo Wi-Fi terá versões de U$499, U$599 e U$699 para os modelos de 16, 32 e 64GB. O modelo 3G salta para U$629, U$729 e U$829.
Enquanto isso no Brasil...
Se o Brasil não está na lista dos primeiros 27 países a receber o iPad 2 no mês de março, a Apple Brasil encontrou um meio de contornar a situação. Todos os modelos vendidos no país receberam um corte de preço que varia de R$200 a R$250.

Enquanto a Apple americana removeu o primeiro iPad de seu site, a loja brasileira, que ainda não tem previsão de chegada do novo tablet, cortou preços e deixou a versão mais básica do aparelho, com Wi-Fi e 16GB, custando R$1.399. Antes, o preço era de R$1.649. A versão mais cara, com 3G e 64GB, caiu de R$2.599 para R$2.399.

terça-feira, 1 de março de 2011

Chip fotônico transfere dados a 1 terabit por segundo


Um circuito integrado fotônico, especializado na transferência de dados por luz, atingiu um recorde de velocidade de um trilhão de bits por segundo (1 Terabit/s).

Redes totalmente ópticas

O chip fotônico, construído com o semicondutor fosfeto de índio, é resultado de 10 anos de desenvolvimento da empresa emergente Infinera, localizada em Sunnyvale, na Califórnia.

Com o tráfego de dados da internet aumentando em 50 por cento a cada ano, as empresas de telecomunicações sabem que logo terão que encontrar soluções alternativas, radicalmente mais eficientes do que as atuais.

Os chips fotônicos eliminam a necessidade de conversão optoeletrônica na interface entre as fibras ópticas e os equipamentos de transmissão, podendo se tornar essa tão sonhada alternativa.

"Nossos chips fotônicos permitirão tornar as redes ópticas mais potentes, mais flexíveis e mais confiáveis do que nunca, usando um equipamento que é significativamente menor, mais barato e que consome muito menos energia," disse o Dr. Radhakrishnan Nagarajan, pesquisador-chefe da empresa.

Chip fotônico

A versão mais recente do chip fotônico da Infinera - ainda em escala de protótipo - é o coração de um receptor de 10 canais, cada um operando a uma velocidade de 100 Gbit/s.

Ele contém mais de 150 componentes ópticos, incluindo lasers osciladores para ajuste de frequência, mixers de sinal, atenuadores ópticos para controle de potência e 40 pares de fotodetectores - tudo integrado em um chip menor do que uma unha.

A empresa afirma que o chip fotônico de 1 Terabit/s deverá chegar ao mercado "dentro de alguns poucos anos". Mas promete uma versão com a metade dessa velocidade para 2012.

Meteoritos podem ter semeado vida na Terra


Microfotografia do material orgânico insolúvel encontrado no meteorito.

A vida na Terra teve origem fora dela? Esta é uma hipótese cada vez mais em voga, chamada panspermia.
Agora, um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos descobriu indícios da emissão de nitrogênio por um meteorito primitivo.
O nitrogênio é elemento químico fundamental para a vida, encontrado em todos os organismos terrestres.

Nitrogênio extraterrestre

Sandra Pizzarello e seus colegas da Universidade do Estado do Arizona analisaram um meteorito que contém carbono e que foi encontrado na Antártica.
Para determinar a composição molecular de compostos insolúveis encontrados no meteorito, o grupo coletou amostras que foram tratadas com água em altas temperatura e pressão.
A massa dos componentes resultantes foi analisada e os cientistas verificaram que a água no entorno emitia amônia (NH4) - um precursor importante para moléculas biológicas complexas, como aminoácidos e DNA.
Os pesquisadores analisaram os átomos de nitrogênio na amônia e determinaram que os isótopos atômicos não se encaixavam com os encontrados atualmente na Terra, descartando a possibilidade de que a amônia pudesse ter sido resultado de contaminação durante o experimento.


Origem da vida na Terra

Estudos têm tentado sem sucesso identificar a origem da amônia responsável por desencadear a formação das primeiras biomoléculas na Terra.
A nova pesquisa sugere que os meteoritos, que carregam com eles registros da química nos primórdios do Sistema Solar, podem ter semeado a Terra com os precursores moleculares da vida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O futuro do Windows não é mais só PCs


A próxima versão do Windows rodará em processadores ARM – o mesmo tipo de chip que está dentro de um porrilhão de smartphones e tablets atuais. Isso significa que o futuro do Windows não é mais apenas PCs.


O que isso significa?

De maneira simplificada, significa que o Windows completo que você ama (ou odeia) e tem no seu PC agora pode rodar nativamente em computadores menores, que usam bem menos energia. Pense em tablets, e outros aparelhos menores, em formatos diferentes. Mas com baterias que duram o dia inteiro, graças a estes chips ARM.


A Microsoft mostrou como este novo Windows, rodando em um chip ARM que você poderia encontrar em um tablet Android pode fazer e acontecer com vídeo em Full HD, rodar o PowerPoint e rodar malabarismos gráficos no Internet Explorer sem problemas. A Microsoft até disse que ele terá suporte completo a DirectX para games. Basicamente, tudo o que você esperaria de um Windows. Porque será um Windows. Mas em muito mais lugares.

O que a Microsoft não mostrou é o visual desse novo Windows quando ele estiver nesses novos tablets e sliders e outros mutantes de PCs. Eles mostraram este Windows novo com a interface do Windows 7. Presume-se (espera-se!) que ele terá uma interface nova, especialmente pelo fato de poder ser usado em aparelhos tão fantasticamente diferentes de um PC, pela primeira vez. Eles também não mostraram nenhum recurso novo que esse Windows terá. Também não deram um nome (ninguém falou de “Windows 8″) ou data esperada de lançamento.


Mas é claro que todos os meus programas do Windows atual vão funcionar neste Windows novo, né?

Então… A Microsoft não falou como ou se isso vai acontecer, mas, por mais que isso não pareça bom, um membro da equipe do Windows disse que “é definitivamente o caso que programas x86 [os que usamos no Windows agora] não rodam em ARM”.

E para fazê-los rodar, a Microsoft não vai usar “virtualização ou algo assim”, já que os chips ARM de baixo poder não são adequados para este tipo de tarefa. Os próprios programas de demonstração da Microsoft, como o Office, foram recompilados para rodar em ARM. O que significa que ou a Microsoft tem alguma carta na manga para fazer os programas atuais x86 rodarem no novo Windows (o que esperamos), ou isso não vai acontecer, e você terá que baixar novas versões dos programas. Isso inclui os drivers que os seus dispositivos precisam para funcionar.

O Windows normal vai acabar?

Não. Ele vai rodar em chips x86 antigos da Intel e AMD. E também vai rodar nestes chips ARM. Só não se sabe ainda como a Microsoft vai fazer para diferenciar as versões, do branding à interface e recursos. A empresa enfatizou bastante que trata-se apenas de uma demonstração técnica por enquanto, apenas para mostrar que eles já têm Windows rodando em chips ARM.

Isso significa que o bacanudo Windows Phone 7 não aparecerá em tablets?

Provavelmente não. A filosofia da Microsoft é: “tela pequena, Windows Phone. Estas telas: Windows 7". Então o futuro dos tablets (e outros aparelhos com telas pouco maior que de telefones) para a Microsoft é basicamente o Windows. O que também significa que o futuro do Windows não é mais apenas PCs.

O que também significa que, bem, ainda não temos certeza do que tudo isso significa.

iPhone 4 é o rei dos dispositivos móveis

Smartphone foi eleito durante a Mobile World Congress, principal feira do setor

iPhone 4: Smartphone é reconhecido como melhor dispositivo móvel da atualidade

O iPhone 4 foi eleito o melhor dispositivo móvel da atualidade. A escolha ocorreu durante o Mobile World Congress, maior evento sobre dispositivos móveis do mundo, que acontece em Barcelona, na Espanha. De acordo com o júri, o dispositivo foi escolhido por diversos fatores, como design, qualidade da tela e "ecossistema fenomenal" – condições apresentadas pela Apple para que desenvolvedores independentes criem aplicativos para o aparelho.

A premiação, conhecida como Global Mobile Awards 2011, não incluiu os lançamentos realizados durante a Consumer Electronics Shows 2011 (CES), que aconteceu em janeiro. Os concorrentes do dispositivo da Apple foram modelos lançados em 2010, como Samsung Galaxy S, HTC Desire, LG Optimus 7 e HTC Desire. “Foi uma competição apertada”, afirmou o júri, em comunicado oficial.

Na categoria Aplicativos, o ganhador foi o jogo Angry Birds, da produtora Rovio. “O aplicativo já vendeu mais de 50 milhões de cópias e elevou o padrão dos jogos para dispositivos móveis. Além disso, traz inovações em termos de monetização dentro do próprio programa”, afirmaram os jurados.

Outro destaque do evento foi a empresa taiwanesa HTC, que levou o prêmio de melhor fabricante do ano. A companhia foi eleita pelo rápido avanço no mercado, com um "ótimo" portfólio de produtos disponíveis em diversas plataformas – como as desenvolvidas pelo Google e Microsoft.